
Henry Steel Olcott
Henry S. Olcott (1832–1907), Presidente-Fundador da Sociedade Teosófica, nasceu a 2 de Agosto de 1832 em Orange, Nova Jersey. É oriundo de uma antiga família puritana inglesa que há muitas gerações se fixara nos Estados Unidos.
Primeiros Tempos
Não existe muita informação disponível sobre a primeira escolaridade de Henry Olcott, embora se saiba que estudou na Universidade de Nova Iorque, tendo-se especializado em ciência agrícola. Tinha apenas vinte e três anos quando o seu êxito no modelo de quinta de agricultura científica, que estabelecera em Newark, levou o governo grego a oferecer-lhe a cátedra de agricultura na Universidade de Atenas. Declinou a honra e fundou, no mesmo ano, The Westchester Farm School perto de Mount Vernon, Nova Iorque, considerada pioneira do atual sistema de ensino agrícola nacional.
Publicou o seu primeiro livro intitulado Sorgho and Imphee, canas de açúcar chinesa e africana, que conheceu sete edições. A publicação deste livro valeu-lhe a oferta da Direção do Departamento Agrícola em Washington, bem como ofertas para gerir duas enormes propriedades, o que ele declinou.
Em 1858, Olcott visitou a Europa pela primeira vez, sempre com o intuito da melhoria da agricultura. O relatório das suas conclusões foi publicado na Enciclopédia Americana Appleton. Reconhecido como perito, tornou-se correspondente americano do bem conhecido Mark Lane Express (Londres), editor agrícola associado do famoso New York Tribune e autor de outros dois livros sobre agricultura.
O seu trabalho para o governo americano
Quando rebentou a Guerra Civil Americana em 1861, a paixão de Olcott pela liberdade levou-o a alistar-se no Exército do Norte. Ficou inválido, mas, assim que recuperou, preparou-se para partir de novo para a fronte de batalha. Contudo, o governo, ao notar a sua capacidade e coragem, escolheu-o, pelo contrário, para conduzir um inquérito a algumas fraudes suspeitas no New York Mustering and Disbursing Office. Foram tentados todos os meios para estancar a sua resoluta investigação, mas, nem subornos, nem ameaças conseguiram impedir o determinado jovem oficial na condução de uma campanha mais perigosa do que enfrentar as balas sulistas no campo de batalha.
A sua coragem física ficara demonstrada na Guerra Civil; a sua coragem moral ficou ainda mais brilhantemente demonstrada ao lutar, durante quatro anos, através de uma tempestade de oposição e calúnia, até enviar o pior criminoso para a prisão de Sing Sing. O governo declarou que esta condenação foi tão "importante para o Governo como vencer uma grande batalha". Foi-lhe concedida autoridade ilimitada porque "se verificou ele não ter cometido nenhum erro passível de correção". O juiz advogado-geral do exército escreveu o seguinte:
"Não posso permitir que esta ocasião passe sem que lhe expresse, com toda a franqueza, o meu elevado apreço pelos serviços por vós prestados, enquanto na posse da difícil e responsável função da qual estais prestes a retirar-vos. Estes serviços foram significativamente marcados pelo zelo, pela capacidade e pela fidelidade inflexível para com o dever".
O Senhor Olcott tornou-se Coronel Olcott e Comissário Especial do Departamento de Guerra. Ainda se distingiu mais e, passados dois anos, foi indigitado Comissário Especial do Departamento Naval, no qual, com resoluto e inexorável zelo, expurgou o Departamento, reformou o sistema contabilístico, recebendo, no final, o seguinte testemunho oficial:
"Desejo dizer que nunca encontrei um cavalheiro incumbido de tão importantes deveres com maior capacidade, rapidez e confiança do que aquelas que por vós têm sido reveladas. Mais do que tudo isso, desejo testemunhar a vossa absoluta honestidade e integridade de caráter, as quais estou certo que caracterizaram toda a vossa carreira, e as quais, que eu tenha conhecimento, nunca foram atacadas. Que tenhais surgido, sem qualquer mancha na vossa reputação, quando assistimos à corrupção, audácia e poder dos muitos vilãos em posições elevadas, que haveis processado e punido, é um tributo de que bem vos podeis orgulhar e que mais nenhum homem, ocupando uma posição idêntica e executando serviços idênticos, conseguiu alguma vez levar a cabo".
Fundação da Sociedade Teosófica
O senhor Olcott foi aquele a quem Madame Blavatsky foi enviada pelo seu Mestre, para encontrá-lo, nos Estados Unidos - o homem por Eles escolhido para fundar, juntamente com ela, a Sociedade Teosófica, à qual deu a sua constituição democrática com total liberdade de pensamento, o que não existe em outras organizações espirituais. O restante tempo da sua vida foi passado a organizar a Sociedade Teosófica por todo o mundo. Trouxe para esta tarefa a folha imaculada dos serviços públicos prestados ao seu país, a sua vívida capacidade, o seu imenso poder de trabalho e um altruísmo, o qual, segundo Madame Blavatsky, ela nunca vira igualado fora do Âshrama dos Mestres.
O Coronel Olcott encontrou-se com Madame Blavatsky na Quinta dos Eddy, para onde ele fora enviado pelo New York Sun e pelo New York Graphic, no intuito de reportar as extraordinárias manifestações espiritualistas que ali aconteciam.
Tinha-se demitido do Departamento de Guerra, havia sido admitido na classe dos advogados e estava a receber um bom rendimento como consultor em alfândegas e casos de fazenda pública, quando era chamado. Abandonou aquele ofício e, no ano seguinte, fundou, com outros, a Sociedade Teosófica, da qual foi eleito Presidente vitalício. A sua alocução inaugural foi proferida no dia 17 de novembro de 1875, em Nova Iorque.
Na Índia
Em 1878, os colegas partiram para a Índia e, durante algum tempo, residiram em Bombaim. O Coronel Olcott inspirou a primeira exposição de produtos manufacturados indianos, incentivando os indianos a usar as suas próprias mercadorias de preferência às estrangeiras. Na primeira Convenção da Sociedade Teosófica, na Índia, o movimento para a independência da Índia foi pela primeira vez proclamado. Numa Convenção posterior foi formado o Congresso Nacional Indiano. A vigorosa propaganda, agora prosseguida por toda a Índia, foi muito obstaculizada pela hostilidade do Governo, mas bem-vinda pelas massas de Hindus e Parses.
O prestígio de que o Coronel Olcott gozava nos EUA foi uma grande ajuda para o lançamento do trabalho teosófico na Índia, porque as autoridades desconfiavam das boas intenções dos teósofos quando desembarcaram em Bombaim, em 1879. De início, foram sujeitos a vigilância policial, mas quando o Coronel Olcott mostrou cópias das recomendações do Presidente Americano Hayes e da Secretaria de Estado, os aborrecimentos cessaram.
Um ano depois descobriu um dom para a cura natural e começou a viajar por toda a Índia, aliviando e curando as pessoas dos seus males. Mais tarde acabou com este serviço de cura, concentrando-se na difusão da Sabedoria Divina.
Revivescência do Budismo no Ceilão
Durante duzentos anos, ou mais, os budistas do Ceilão (Sri Lanka) lutaram por manter a sua religião sob o jugo dos soberanos cristãos ocidentais, aprendendo a aceitar as dificuldades implicadas no quererem agarrar-se à sua antiga fé.
Em 1880, o Coronel Olcott, juntamente com Madame Blavatsky e Damodar Mavalankar, foram a Galle (Sri Lanka), onde foram calorosamente recebidos. Ali abraçaram o budismo, aderindo a Pañcasila (os cinco preceitos do código de conduta do budismo). O Coronel Olcott escreveu o seguinte:
"O nosso budismo era o do Mestre-Adepto Gautama Buddha, que era identicamente a Religião-Sabedoria dos Upanishads arianos, e a alma de todas as antigas fés. O nosso budismo era, em suma, uma filosofia, não um credo."
Depois disso, Olcott entrou numa das mais importantes fases da sua vida ao abraçar a causa budista. A sua contribuição para a revivescência do budismo no Ceilão é da maior importância, bem como o seu movimento para a educação do povo.
A razão para a receção calorosa de Olcott e Blavatsky foi o facto de um membro dirigente da Sangha, um orador brilhante, Bikkhu Mogittuwatte Gunananda, que se correspondera com Mme Blavatsky em Nova Iorque, ter recebido um volume de Ísis Sem Véu, que ela lhe enviara, tendo traduzido algumas passagens para cingalês. Por conseguinte, as pessoas estavam conscientes do interesse dos teósofos pelas religiões orientais, especialmente pelo budismo.
O Coronel Olcott recorreu a uma estratégia de três vertentes para impedir a decadência prevalecente, nomeadamente o sistema de ensino budista, uma propaganda bem planeada e uma sólida organização. Isto ajudou a recuperar os direitos perdidos dos budistas.
Em 1880, existiam apenas duas escolas no Ceilão geridas pelos budistas. Devido aos esforços de Olcott, o número subiu para duzentas e cinco escolas e três faculdades, em 1907, ano em que ele morreu. É de salientar que não teve uma única escola com o seu nome.
O Coronel Olcott, acompanhado por um intérprete, viajava em carroça de bois até a aldeias longínquas, onde milhares se apinhavam para o ouvir. Mal podia descansar, pois as pessoas apareciam, mesmo em horas estranhas, para o verem.
Não tendo encontrado nenhum livro que oferecesse os ensinamentos em termos simples, compilou O Catecismo Budista, cujas versões cingalesa e inglesa apareceram a 24 de julho de 1881, dia da Lua Cheia de Asala. O livro tem sido objeto de muitas edições, em varias línguas, continuando a ser procurado.
Assim começou a grande reviviscência do Budismo no Ceilão. Então, o Coronel Olcott desenhou a bandeira budista, que é usada em todo o mundo como símbolo de unidade religiosa. A bandeira consiste nas "seis cores" que se diz constarem da aura de Buddha. Olcott foi também o representante da causa budista junto do governo britânico e viu desagravadas as restrições impostas aos budistas, como a proibição de procissões, de escolas budistas, a melhor administração financeira das propriedades dos templos, etc.
Em 1889, os japoneses convidaram Olcott para visitar o Japão, onde permaneceu três meses e meio e proferiu setenta e seis palestras públicas a audiências que totalizaram cerca de 187.500 pessoas. Pediram-lhe que se fixasse no Japão, mas ele tinha trabalho a concretizar noutros sítios, incluindo a Birmânia (agora Myanmar).
Outra contribuição muito importante de Olcott para o budismo foi não só unir as escolas do norte e do sul, como também persuadir as várias seitas a darem o seu acordo às Catorze Propostas Fundamentais, formando uma plataforma comum.
Patrocinou a ida de Dharmapala ao Primeiro Parlamento Mundial de Religiões, realizado em Chicago, em 1893. Isto tornou conhecidos os ensinamentos de Buddha no mundo occidental. Também foi decisivo na fundação da Sociedade Maha Bodhi e ajudou a organizar o budismo na Índia, assim como em vários outros países.
A Sede Internacional em Adyar
Em 1882, os Fundadores adquiriram uma bonita propriedade em Adyar, perto de Madras (agora Chennai), onde fixaram a Sede da Sociedade Teosófica. O trabalho empreendido, desde 1875 até 1906, pode ser melhor avaliado pelo facto de, até ao ano 1906, o Presidente ter emitido 893 patentes a ramos da Sociedade Teosófica por todo o mundo.
Passou então a viajar pelo mundo, numa atividade incessante e esforçada, encorajando, aconselhando, organizando e sempre regressando com alegria à sua amada Adyar, para descansar e recuperar.
Muitas foram as dificuldades que este homem de coração de leão teve de enfrentar, mas, quer com boa reputação, quer com má reputação, ele trabalhava sem desfalecimento. Suportou com bravura e paciência o seu último e prolongado sofrimento na forma de doença física, enfrentando a morte com a mesma força com a qual enfrentara a vida, animado nas últimas semanas de vida pelas visitas dos grandes Sábios indianos, a quem devotara a força da sua virilidade e a dedicação da sua vida. Abandonou o plano físico a 17 de fevereiro de 1907, deixando atrás de si uma esplêndida obra monumental. O Coronel Olcott também deu um importante contributo ao Zoroastrismo e ao Hinduísmo. A sua mais valiosa obra escrita, especialmente no que concerne ao mundo teosófico, foi Old Diary Leaves, sem a qual pouco se teria sabido da história da Sociedade Teosófica.
Informação Biográfica
Presidente-Fundador da Sociedade Teosófica, 1875-1907. Nasceu a 2 de agosto de 1832, em Orange, Nova Jersey, EUA. Ganhou fama internacional, aos vinte e três anos, com o seu trabalho na quinta modelo de Agricultura Científica em Newark. Recusou a Cátedra de Agricultura na Universidade de Atenas oferecida pelo governo grego. Co-fundador da Westchester Farm School, perto de Mount Vernon, Nova Iorque, a primeira Escola Científica Americana de Agricultura. O seu primeiro livro Sorghum e Imphee tornou-se um manual escolar e proporcionou-lhe, aos vinte e cinco anos, ofertas para uma missão governamental botânica em Caffraria, África do Sul, a Direção do Departamento Agrícola em Washington e gestão de duas enormes propriedades, ofertas que nunca aceitou. Aos vinte e seis anos viajou pela Europa no interesse da agricultura e o seu relatório foi publicado na Enciclopédia Americana. Tornou-se correspondente do Mark Lane Express (Londres), Editor Agrícola Associado (1858-60) do New York Tribune, tendo publicado mais dois livros sobre agricultura. Pelo seu serviço público na reforma agrícola recebeu duas medalhas de honra e uma taça de prata.
Enquanto repórter do New York Tribune, em 1859, Olcott esteve presente no enforcamento de John Brown e, embora com perigo considerável, desembaraçou-se do sigilo maçónico. Alistou-se no Exército do Norte e lutou na Campanha da Carolina do Norte, regressando inválido a Nova Iorque (1862-5). Foi recrutado como Comissário Especial do Departamento de Guerra e, mais tarde, do Departamento Naval para a investigação de fraudes. Recebeu um importante louvor pelo expurgo do Serviço Público e por limpar aqueles departamentos, com perigo de vida e de reputação. Em 1868, foi admitido na classe dos advogados. Exerceu até 1878, tendo-se especializado em casos alfandegários, de rendimento e seguros. Publicou um valioso relatório sobre seguros enquanto Secretário e Diretor Administrativo da Convenção Nacional de Seguros, uma conferência ou liga de funcionários estatais para codificar e simplificar as leis referentes aos seguros.
Um projeto de lei elaborado por Henry S. Olcott, e outro advogado, foi aprovado em dez legislaturas estatais. Como advogado teve como clientes: New York City, N.Y. Stock Exchange, Mutual Equitable Life and Continental Life Insurance Companies, Gold Exchange Bank, Panama Railways, The United Steel Manufacturers of Sheffield, Inglaterra. Também foi Secretário Honorário do Comité Nacional de Cidadãos, trabalhou com o governo francês para a primeira Exposição Internacional de Indústrias Mundiais; também trabalhou no Comité Internacional Italiano para que se erguesse uma estátua a Mazzini, em Nova Iorque. Foi nomeado pelo aposentado Secretário Adjunto do Tesouro e incluído em lista pelo Presidente Johnson, para suceder naquele lugar, mas aliou-se ao Congresso contra o Presidente e perdeu a nomeação. Era membro do Lotos Club e amigo íntimo de Mark Twain e de outros autores famosos.
Interessado no Espiritualismo desde os 19 anos, relatou os fenómenos psíquicos na Quinta dos Eddy em 1874 para o New York Sun e o New York Graphic. Cópias avulsas vendidas a $1 e sete editores a competirem pelos direitos de edição. Publicado como People from the Other World, em 1875, um dos primeiros livros sobre investigação psíquica, foi grandemente elogiado por Alfred Russel Wallace, FRS e por Sir William Crooks, FRS. Encontrou-se com Helena Petrovna Blavatsky, na residência dos Eddy e, juntos, lançaram-se em defesa da realidade dos fenómenos espiritualistas, ao mesmo tempo que tentavam purificar o movimento espiritualista do seu pendor materialista. Ajudou na preparação do livro dela Isis Sem Véu. Juntos fundaram a Sociedade Teosófica, em Nova Iorque, a 17 de novembro de 1875. Organizou a primeira cremação pública no E.U.A., em 1876. Em 1878, os Fundadores transferiram a Sede da Sociedade Teosófica para Bombaím, Índia. Antes de deixar solo Americano, H.S.O. recebeu, do Presidente dos E.U., uma carta autografada de recomendação a todos os Ministros e Consules dos E.U.; e, do Deparatamento de Estado, um passaporte diplomático especial e uma ordem para informar o Governo sobre praticabilidade de expandir os interesses comerciais do E.U. na Ásia. Realizou a primeira Exposição Swadeshi em Bombaím, 1879.
Enquanto Presidente da Sociedade Teosófica, defendeu na Índia, Ceilão, Japão, e em outros países orientais, a revivescência do hinduísmo, do budismo, do zoroastroísmo, do islão e de outras fés. Estimulou a revivescência do sânscrito. Uniu as seitas do Ceilão na Secção Budista da Sociedade Teosófica (1880); as doze seitas do Japão num Comité Conjunto para a promoção do Budismo (1889); Birmânia, Sião e Ceilão na Convenção dos Budistas do Sul (1891); e, por fim, o Budismo do Norte e do Sul através de assinaturas conjuntas nas suas Quatorze Proposições do Budismo (1891). Com uma delegação de budistas (1881), plantou no Templo Hindu de Tinnevelly a Árvore da Amizade, como o primeiro ato de fraternização, desde há centenas de anos, entre budistas e hindus. Fundou a Biblioteca de Adyar (1886), onde, pela primeira vez na história, estiveram unidos instrutores religiosos de hinduísmo, budismo, zoroastroísmo e do islão para abençoar uma causa comum.
Através da visão de H.S.O. foi desenvolvido o princípio de secções autónomas com uma Sede internacional. Num ano de cura mesmérica (1882-83), tratou seis mil doentes estropiados, surdos, mudos, cegos e loucos, com espantoso sucesso. Fundou as Olcott Harijan Free Schools para o ensino dos párias da Índia. Fundou, por toda a Índia, escolas hindus, Boy’s Aryan Leagues, e bibliotecas, e patrocinou e publicou Arya Bala Bodhini, para rapazes hindus. No Ceilão estabeleceu escolas para crianças budistas. Garantiu aos budistas do Ceilão liberdade religiosa e declarou Wesak um feriado público. Patrocinou uma conferência informal, em 1891, sobre a possibilidade de uma Sociedade Nacional Feminina na Índia. Planeou o Instituto de Ensino Tecnológico para o Marajá de Baroda (1888).
Palestrou e viajou anualmente pela causa da Sociedade Teosófica vários milhares de quilómetros, por terra e por mar. Foi Membro Honorário de muitos clubes famosos e de sociedades ilustres. Recebeu uma bênção oficial do Papa Pio IX; foi abençoado pelos Grandes Sacerdotes Budistas do Ceilão, da Birmânia, de Sião e do Japão pelo seu trabalho para o budismo (em 1880 tomou Pancha Sheela como budista); e foi recebido na casta bramânica pelos notáveis serviços ao Hinduísmo.
Publicações
Editor de The Theosophist, depois de H.P.B. ter partido para a Europa, em 1885; Catecismo Budista, quarenta e quatro edições (1938), traduzido em vinte línguas, manual usado internacionalmente; Old Diary Leaves, história da Sociedade Teosófica (em seis volumes); e muitos panfletos e artigos sobre Teosofia, religião, fenómenos psíquicos, etc. Morreu a 17 de fevereiro de 1907, em Adyar, tendo nomeado Annie Besat como seu successor.
Fontes
1. ‘Henry Steel Olcott: A Buddhist Apostle’, Charles S. J. White, The Theosophist,Vol. 94, No.7, April 1973.
2. ‘Colonel Henry Steel Olcott’, Annie Besant, The Theosophist, Vol. 127, No. 2, November 2005.
3. A Short History of the Theosophical Society, compiled by Josephine Ransom, TPH, 1989.
4. Reminiscences of Colonel H. S. Olcott, TPH, 2006.
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