Sobre a Sociedade Teosófica

 

A Sociedade Teosófica, fundada em 1875, é uma instituição mundial cujo primeiro objetivo é a formação de um núcleo da Fraternidade Universal, sem distinções, baseada na conceção de que a vida e todas as suas várias formas, humanas e não humanas, é indivisivelmente Una.

A Sociedade não impõe nenhuma crença aos seus membros, os quais estão unidos na procura comum da Verdade e desejam estudar o significado e finalidade da existência através do estudo, da reflexão, da autorresponsabilidade e de um serviço benevolente. A Teosofia é a sabedoria que subjaz a todas as religiões quando expurgadas de acrescentos e superstições. Oferece uma filosofia que torna a vida inteligível e demonstra que a justiça e o amor guiam o cosmos. Os seus ensinamentos ajudam a desenvolver a natureza espiritual latente no ser humano, sem dependências.

A Sociedade é composta por estudantes que pertencem a qualquer religião, ou a nenhuma. Os seus membros estão unidos pela aprovação dos Três Objetivos da Sociedade, pelo seu desejo em remover antagonismos religiosos e proporcionar  a reunião de pessoas de boa vontade independentemente das suas opções religiosas, e pelo seu desejo de estudarem as verdades religiosas e de partilharem com outros os resultados dos seus estudos. O laço que os une não consiste na profissão de uma crença comum, mas em uma procura comum e aspiração pela Verdade.

De acordo com o espírito teosófico, a maior parte dos teósofos considera a Verdade como um prémio pelo qual vale a pena esforçar-se, e não como um dogma imposto pela autoridade.

Consideram que a crença deve ser o resultado da compreensão e intuição individual e não uma mera aceitação de ideias tradicionais, bem como deve assentar no conhecimento e na experiência e não em qualquer afirmação. Por conseguinte, a Verdade deve ser procurada através do estudo, da reflexão, da meditação, do serviço, da pureza de vida e devoção a ideais superiores.

Simultaneamente, os teósofos respeitam as diferentes crenças. Vêem cada religião como uma expressão da Sabedoria Divina adaptada às necessidades de uma determinada época e local. Preferem estudar as várias religiões a condená-las, a sua prática ao proselitismo. Assim, os teósofos empenhados expandem a sua toleância a todos, até aos intolerantes, não como um privilégio concedido, mas como um dever que eles cumprem. Procuram remover a ignorância, mas não castigá-la: a paz é o seu sinal de reconhecimento e a Verdade o seu propósito.

Os primeiros tempos

Pode dizer-se que a Sociedade Teosófica começou quando H.P.Blavatsky (HPB), sob indicação dos seus Instrutores-Adeptos, regressou da Índia, em 1871, para fundar uma organização através da qual o Ocidente e o mundo em geral iriam beneficiar com os Ensinamentos da Sabedoria conhecidos hoje como Teosofia.

A primeira tentativa de Madame Blavatsky para formar uma organização idêntica foi feita no Cairo, mas não teve êxito. Foi-lhe então ordenado que fosse ao encontro do Coronel H.S. Olcott que estava a investigar fenómenos mediúnicos na Eddy Homestead, em Chittenden, Vermont, EUA, e a publicar os resultados das suas investigações em alguns jornais. HPB demonstrou que ela própria era capaz de produzir aqueles fenómenos e sugeriu a sua explicação real. Escreveu alguns artigos fortes e brilhantes para revistas e jornais defendendo este ‘espiritualismo verdadeiro’ e pondo a descoberto os médiuns fraudulentos. Em resposta a um artigo sobre ‘Rosacrucianismo’ ela proferiu o que caracterizou como o seu ‘primeiro tiro oculto’, aludindo às fontes dos grandes ensinamentos secretos de todos os tempos, guardados desde sempre pelos Sábios.

A Sociedade é fundada

Tudo isto deu grande publicidade a Madame Blavatsky e às suas ideias sobre Ocultismo – palavra que ajudou a tornar-se familiar no mundo – aumentaram o interesse pela Sociedade Teosófica. Homens e mulheres de nomeada apinhavam-se nos seus aposentos em Nova Iorque. A formação do "Clube Milagre" para experimentação prática foi o esforço seguinte, o qual cedo terminou, bem como o apoio à revista de E. Gerry Brown, The Spiritual Scientist, em 1878. A palestra de G.H.Felt, a 7 de setembro de 1875, sobre "O Canon perdido de Proporção dos Egípcios" levou à decisão de se formar uma sociedade para o estudo destes assuntos. "A Sociedade Teosófica" foi o nome escolhido. A Sociedade deveria ser verdadeiramente eclética e sem distinções. Realizaram-se várias reuniões para estruturar e aprovar os Estatutos, tendo sido adotado o atual emblema. A 17 de novembro de 1875, o Coronel Olcott proferiu o seu discurso inaugural, passando esta data a ser considerada o Dia da Fundação da Sociedade Teosófica. 

Em 1877, H.P. Blavatsky publicou Isis Sem Véu, tendo ela dito que era "o fruto de algum conhecimento íntimo com adeptos orientais e o estudo da sua ciência". O seu êxito foi imediato em todo o mundo. Pessoas de renome de muitos países ficaram interessadas; algumas filiaram-se e tornaram-se bem conhecidas na Sociedade.

Os Fundadores fixam-se na Índia

Os dois Fundadores estavam absolutamente determinados em levar o Movimento por diante. Em finais de 1878 deixaram Nova Iorque em direção a Bombaím, via Inglaterra. Depois da sua chegada à Índia registou-se grande atividade. Estabeleceram a Sede da Sociedade em Bombaim e a sua casa recebia uma multidão de visitantes. A Imprensa noticiou-os amplamente; o Coronel dava palestras em Bombaim e noutros locais com audiências transbordantes.

Em 1879, Madame Blavatsky e o Coronel Olcott foram em digressão até ao norte da Índia, sendo calorosamente recebidos em todo o lado. Em Allahabad ficaram na casa do Senhor e Senhora Sinnett, ambos filiados na Sociedade. O Senhor Sinnett era o editor do jornal The Pioneer, então o jornal mais importante da Índia, tendo-se oferecido para publicar quaisquer factos interessantes acerca do trabalho deles. Ao verificarem que a sua correspondência se estava a tornar demasiado pesada, decidiram fundar The Theosophist, cujo primeiro exemplar apareceu em 1 de outubro de 1879. Em novembro teve lugar uma reunião para celebrar o Quarto Aniversário da Sociedade, em que estiveram presentes trezentos convidados. Durante esse ano H.P. Blavatsky começou a delinear um livro que foi anunciado como A Doutrina Secreta, uma nova versão de Isis Sem Véu.

Em Benares, em dezembro de 1879, teve lugar uma reunião do Conselho Geral da Sociedade, sob a designação "A Sociedade Teosófica e a Fraternidade Universal". Nesta sessão os Estatutos foram revistos, no princípio dos quais apareceram as palavras: "A Sociedade Teosófica foi formada tendo como base a Fraternidade Universal da Humanidade". Entre os planos declarados na Norma 8(c) apareceu o seguinte: "Promover o sentimento de Fraternidade entre as nações".

Blavatsky e Olcott fazem inúmeras digressões

Em 1880, Madame Blavatsky e o Coronel Olcott visitam o Ceilão e são entusiasticamente recebidos pelos budistas. Rodeavam-nos praticamente todos os sacerdotes mais importantes da Ilha, tendo sido formada a Sociedade Teosófica Budista. Enquanto o Coronel Olcott era o palestrante e organizador, os fenómenos da Madame Blavatsky fizeram dela a maior atração. Quando em Simla, no mesmo ano, ela fez demonstrações impressionantes dos seus poderes, que foram noticiados e discutidos por toda a Índia e noutros países. Os fenómenos vêm descritos no livro do Senhor Sinnett O Mundo Oculto, publicado em 1881. Neste ano, enquanto H.P. Blavatsky permaneceu em Bombaim para editar The Theosophist e ensinar, o Coronel Olcott partiu noutra digressão até ao Ceilão. Publicou o seu famoso Catecismo Budista e fundou a Associação Educativa Budista.

Em 1882, os Fundadores continuaram a viajar pela Índia. O Coronel Olcott visitou de novo o Ceilão e, ao curar um paralítico, descobriu os seus notáveis poderes de cura. Durante alguns anos curou muitas outras pessoas com extraordinário sucesso. Madame Blavatsky foi em visita a Simla e, daí, viajou até Sikkim, para se encontrar com os dois Mestres, os Fundadores internos da Sociedade. O sétimo aniversário da Sociedade teve lugar em Bombaim, com a participação de trinta e nove Ramos. Então os Fundadores foram embora para se fixarem numa Sede Internacional permanente, criando assim o primeiro centro espiritual da Sociedade em Adyar, Madras, agora Chennai.

Sob a direção de H.P. Blavatsky, The Theosophist continuou a suscitar grande interesse. Nas suas páginas apareciam muitos artigos valiosos bem como os seus comentários, fazendo alusões ocultas e por vezes os próprios Mestres davam o seu contributo sob pseudónimo. Com base nas cartas recebidas dos Mestres, o Senhor Sinnett escreveu o seu livro Buddhismo Esotérico, publicado no mesmo ano, e que foi amplamento lido. Os dois Fundadores visitaram a Europa em 1884. Madame Blavatsky escreveu uma versão francesa de Isis Sem Véu enquanto em viagem.

Em janeiro de 1885, H.P. Blavatsky recebeu do seu Instrutor o plano para A Doutrina Secreta, mas adoeceu gravemente. Foi pedido ao Coronel Olcott que regressasse da sua digressão com C.W. Leadbeater na Birmânia. Por conselho médico Madame Blavatsky deixou a Índia. Chegada à Europa, fixou-se em Wurzburg para trabalhar na Doutrina Secreta. Entretanto, o Coronel Olcott viajou longamente pelo sul e norte da Índia e, em Adyar, fez planos para a construção da Biblioteca de Adyar, a qual foi oficialmente inaugurada em dezembro de 1886.

Durante 1886/87, o Coronel Olcott continuou a viajar na Índia e até Ceilão. Madame Blavatsky tinha ido a Ostend, em 1886, e continuava a trabalhar constantemente na Doutrina Secreta. Voltou a adoecer, recuperou inesperadamente e foi persuadida, em maio de 1887, a viver em Londres. Ali, alguns membros auxiliaram-na na preparação de A Doutrina Secreta, cujos primeiros dois volumes foram publicados no ano seguinte. Em julho de 1887, foi criada a Loja Blavatsky, na qual Madame Blavatsky ensinava regularmente. Em setembro deu início à revista Lucifer.

 

Surge Annie Besant

 

Em Agosto de 1888, o Presidente Fundador decidiu visitar a Europa, deixando The Theosophist a cargo de C.W. Leadbeater. Na viagem foi-lhe dito por um dos Mestres para deixar os assuntos espirituais e ocultos com H.P. Blavatsky, enquanto ele teria o controlo das questões externas e administrativas. A Secção Esotérica da Sociedade Teosófica foi oficialmente fundada. H.P. Blavatsky era a única pessoa por ela responsável e esta Secção não tinha qualquer ligação oficial ou corporativa com a Sociedade, exceto na pessoa do Presidente Fundador. Devido ao crescimento da Sociedade, foi decidida, na Convenção, uma política de Secções autónomas.

De janeiro a maio de 1889, H.S. Olcott esteve no Japão, instando com as doze seitas budistas para formarem um Comité Conjunto de combinação com a Birmânia, o Sião e o Ceilão para organizarem uma Convenção dos Budistas do Sul. Depois de ter feito a revisão de A Doutrina Secreta para Review of Reviews de W.T. Stead, Annie Besant, bem conhecida como Reformista Social e Livre Pensadora, procurou Madame Blavatsky e, consequentemente, tornou-se membro da Sociedade. Em breve começou a dar palestras e a escrever sobre Teosofia, abandonando por completo a filosofia materialista que apoiara até então. A partir de 1889, H.P. Blavatsky começou a escrever outros livros importantes, entre eles A Chave da Teosofia e A Voz do Silêncio.

A 8 de maio de 1891, H.P. Blavatsky, a "Portadora da Luz", deixou o corpo. Ao ter conhecimento da sua morte, o Coronel Olcott que estava na Austrália partiu imediatamente para Inglaterra. Depois de tratados os assuntos relacionados com HPB, viajou no Continente e criou a Secção Europeia; prosseguiu até aos Estados Unidos e regressou à Índia via Japão. Em 1892, começou a escrever Old Diary Leaves, o seu relato da história da Sociedade. Em 1893, a Sociedade Teosófica realizou um Congresso no Parlamento Mundial das Religiões, em Chicago. No final do ano, a Senhora Besant foi entusiasticamente recebida na Índia. Em Adyar deu início às famosas Convention Lectures, as quais, com exceção de alguns anos, prosseguiram até 1930.

Annie Besant instalou-se em Benares em 1895 e ali iniciou os seus reconhecidos serviços religiosos, educativos e sociais à Índia. Em 1898, abriu o Central Hindu College. A seu pedido, George S. Arundale aceitou o lugar de Professor de História naquela Faculdade. Mais tarde tornou-se Diretor da Collegiate School e, depois, Reitor da própria Faculdade até 1913. No período entre 1895 e 1906 assistiu-se a um vigoroso e constante crescimento da Sociedade. Henry Olcott e Annie Besant viajaram e proferiram conferências em muitos países. Lilian Edger auxiliava com o trabalho na Índia. C. Jinarajadasa iniciou a sua carreira como conferencista internacional em 1904, na América.

Em 1898, a Sociedade começou a organizar a sua Convenção Anual alternadamente em Adyar e Benares e também decidiu organizar Convenções Mundiais fora da Índia. Realizaram-se Congressos importantes em várias Secções e a produção de literatura valiosa era considerável.

Em 1906, o Coronel Olcott foi a Nova Iorque e ao regressar a Génova na sua viagem para a Índia sofreu a bordo um grave acidente. A 17 de fevereiro de 1907, o destemido e corajoso Presidente Fundador da Sociedade faleceu. No exercício do seu direito havia nomeado a Senhora Besant como seu sucessor, sujeito a ratificação por parte das Secções da Sociedade.

Começa uma Nova Era

Com a Senhora Besant iniciou-se uma nova era. Ela deu um grande impulso ao tornar a Teosofia prática, recomendando aos membros que aplicassem a luz da Teosofia nos vários campos de atividade humana: religiosa, social, económica, política, etc. Criou em 1908, com este propósito, A Ordem Teosófica de Serviço e Os Filhos da Índia. A Sede internacional em Adyar foi ampliada com a compra dos Blavatsky e Olcott Gardens.

Em fevereiro de 1914, o Senhor Leadbeater deixou Adyar para uma longa digressão na Austrália, acabando por decidir fixar residência permanente em Sydney. Devido ao eclodir da guerra na Europa, em agosto, a Senhora Besant permaneceu na Índia nos anos seguintes, desenvolvendo o seu importante trabalho político e suscitando grande interesse em todo o país pela pedagogia educativa teosófica. Em 1919, continuava profundamente empenhada no trabalho político tanto na Índia como em Inglaterra. A sempre crescente vivacidade e vigor com que continuamente inspirou a Sociedade ficou expressa no Primeiro Congresso Mundial realizado em Paris, em 1921. Durante vários anos, o Senhor Jinarajadasa empreendeu longas digressões proferindo palestras e, em 1921, foi nomeado Vice-Presidente da Sociedade Teosófica, em substituição do Senhor Sinnett que havia falecido.

A Senhora, agora Dra. Besant por lhe ter sido conferido o grau honorário de D.L. pela Universidade Hindu de Benares, julgou necessário visitar a Austrália em 1921. Ali ocorrera uma forte oposição por parte de alguns membros ao trabalho do Senhor Leadbeater enquanto Bispo da Igreja Católica Liberal. Foi estabelecido um segundo centro espiritual em The Manor, Mosman, sob a direção do Bispo Leadbeater. Quando regressou à Índia, a Presidente abriu o Ashram Brahmavidya para estudantes de todo o mundo.

Os Congressos da Federação Europeia continuaram a ter lugar regularmente, exceto durante os anos de guerra. A partir de 1923 passaram a desempenhar um maior papel na vida da Federação e em Genebra, em 1930, começou a receber reconhecimento cívico. Foi criado um terceiro centro espiritual em Huizen, Holanda, em 1924, inicialmente sob a direção do Bispo J.I. Wedgwood.

Em Londres, em 1924, foi prestada uma homenagem pública à Presidente numa grande sessão realizada no Queen’s Hall para celebrar os seus cinquenta anos de atividade pública. Homens e mulheres eminentes falaram calorosamente dos grandes serviços por ela prestados em muitos campos de atividade, tendo sido recebidas mensagens de muitos países. Esta sessão demonstrou como foi grande a influência que exerceu sobre pessoas e movimentos, todos dirigidos ao serviço e iluminação da humanidade.

 

O Jubileu da Sociedade

Os primeiros cinquenta anos de existência da Sociedade foram celebrados em Adyar no Congresso de Jubileu em dezembro de 1925. A vasta influência da Sociedade Teosófica e o seu rápido crescimento podem ser ilustrados com os seguintes dados: Número de Sociedades Nacionais – 41; Ramos – 1.576; membros – 41.779. A literatura da Sociedade, a partir de 1891, viu-se aumentada e enriquecida com as contribuições da Dra. Besant, do Bispo Leadbeater, do Senhor Jinarajadasa e de muitos outros. Um acontecimento relevante, em 1926, foi a criação de uma Estação Emissora Teosófica em The Manor, Sydney. A Presidente viajou pela Índia e esteve presente em Convenções Anuais de muitas Secções Europeias. Depois viajou até aos Estados Unidos onde permaneceu até abril do ano seguinte, residindo principalmente em Ojai, Califórnia, supervisionando os planos para a Fundação Happy Valley. O trabalho da Sociedade continuou a expandir-se durante os dois anos seguintes, grandemente auxiliado pelas extensas digressões de membros proeminentes, entre os quais se destacavam o Dr. Arundale e o Senhor Jinarajadasa. Em 1928, a Dra. Besant foi reeleita Presidente pela quarta vez. Nomeou  A.P. Warrington Vice-Presidente, no lugar do Senhor Jinarajadasa, que havia renunciado ao lugar. Realizou-se um Terceiro Congresso Mundial em Chicago, em 1929, onde foi demonstrado grande entusiasmo.

Em 1930, o Bispo Leadbeater empreendeu a sua última digressão pela Europa, sendo em todo o lado recebido com muito carinho. A Dra. Besant presidiu ao Congresso Europeu realizado em Genebra. No 55.º Aniversário da Sociedade, em Benares, ela proferiu a sua última "convention lecture", com o tema O Futuro da Sociedade Teosófica.

Após o falecimento de Annie Besant

Em 20 de setembro de 1933, a grande Presidente faleceu. O seu leal companheiro, o Bispo Leadbeater, juntou-se-lhe em 1 de março de 1934. O Vice-Presidente, A.P. Warrington, assumiu o controlo enquanto se procedia à eleição presidencial em todo o mundo. Havia dois candidatos, o Dr. George S. Arundale e o Senhor Ernest Wood. O primeiro foi eleito com uma maioria de 10.779 votos. O Dr. Arundale tomou posse do cargo em junho de 1934. Imediatamente elaborou um Plano para sete anos, delineando o que esperava ver cumprido durante o seu mandato. Um dos seus primeiros atos foi, em 1934, a criação da Besant Memorial School, uma experiência florescente no campo da educação, e núcleo da futura Faculdade e Universidade.

No outono de 1935, o Dr. Arundale inpirou uma Campanha para "Teosofia Exata", enfatizando os princípios e ensinamentos fundamentais pelos quais, a Sociedade no seu todo, se podia dizer que regia. Presidiu em Adyar, em dezembro, a uma inspiradora Convenção do Jubileu de Diamante. A Campanha para 1936/37 foi "Existe um Plano" e, para 1937/38, foi a "Compreensão". Estas campanhas revelaram-se de grande valor para o trabalho público e dos Ramos das Sociedades Nacionais.

 

O Presidente empreendeu uma digressão inspiradora às Ilhas Britânicas e Europa em 1936, e em julho presidiu a um esplêndido Quarto Congresso Mundial em Genebra, o qual recebeu simpáticas boas-vindas cívicas e ao qual muitos países enviaram representantes. A sua nota chave foi "Justiça". O movimento dos Jovens Teósofos, criado em Viena no Congresso de 1923, começou a expandir-se rapidamente.

Ao longo do ano 1937, o Dr. Arundale permaneceu em Adyar, dedicando muito do seu tempo à renovação e embelezamento da nossa famosa e muito visitada Sede Internacional – a Casa dos Mestres.

A Sociedade Teosófica foi fundada em Nova Iorque, Estados Unidos da América, em 17 de novembro de 1875.
A sua sede internacional foi instalada em Adyar, Chennai (Madras), Índia, em 1882.

 

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